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Declaração da sociedade civil brasileira sobre a democracia no pais

Estamos convencidos/as de que o retrocesso em andamento é motivado pelos acertos implementados através das políticas sociais de inclusão das mulheres, negras e negros, juventudes, trabalhadores/as rurais e urbanos/as, movimentos populares urbanos e rurais, povos tradicionais ciganos, indígenas, de matriz africana e comunidade tradicional quilombola, movimentos LGBTT e tantos outros historicamente invisíveis e à margem das políticas do Estado brasileiro.

A plataforma nacional brasileira de ONGs e membro do FIP, Abong, lançou uma nota pública sobre seu posicionamento em relação ao cenário político no Brasil. Esta declaração vem em seguida ao voto do Senado no último dia 31 de agosto em favor do impedimento da presidenta eleita Dilma Rousseff, considerado como um golpe midiático-jurídico-parlamentar.

A carta foi construída no VI Encontro Sulbrasileiro de Organizações e Movimentos Sociais, realizado pela Abong, e traduz a visão da Associação e das organizações e movimentos sociais presentes no evento, ao repudiar o ataque aos direitos dos/as brasileiros/as que está por trás da deposição de Dilma.

“A ruptura à democracia perpetrada pelas elites não visa apenas a destituição de uma presidenta legitimamente eleita por 54 milhões de brasileiras e brasileiros, mas atacar os direitos conquistados e, principalmente, entregar as riquezas nacionais ao capital financeiro internacional nos colocando “de joelhos” frente às grandes potências mundiais”, diz o texto.

Outras organizações associadas à Abong também se posicionaram na mesma direção: InescFase; Instituto Pólis; SOS Corpo; Cendhec.

Leia abaixo a íntegra da carta.

SOBRE O GOLPE MIDIÁTICO-JURÍDICO-PARLAMENTAR NO BRASIL

Carta do VI Encontro Sulbrasileiro de Organizações e Movimentos Sociais

Nós, trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade, das organizações e movimentos sociais, reunidos no VI Encontro Sulbrasileiro de Organizações e Movimentos Sociais em Francisco Beltrão, manifestamos nossa indignação e revolta ao golpe contra a democracia e a retirada dos direitos do povo brasileiro.

A ruptura à democracia perpetrada pelas elites não visa apenas a destituição de uma presidenta legitimamente eleita por 54 milhões de brasileiras e brasileiros, mas atacar os direitos conquistados e, principalmente, entregar as riquezas nacionais ao capital financeiro internacional nos colocando “de joelhos” frente às grandes potências mundiais.

Estamos convencidos/as de que o retrocesso em andamento é motivado pelos acertos implementados através das políticas sociais de inclusão das mulheres, negras e negros, juventudes, trabalhadores/as rurais e urbanos/as, movimentos populares urbanos e rurais, povos tradicionais ciganos, indígenas, de matriz africana e comunidade tradicional quilombola, movimentos LGBTT e tantos outros historicamente invisíveis e à margem das políticas do Estado brasileiro.

Reafirmamos que o único caminho para o povo brasileiro é a resistência, unidade popular e luta cotidiana contra a retirada de direitos, pela radicalização da democracia, garantindo a soberania nacional. Isso só será possível com a unidade dos movimentos populares, fortalecendo sua autonomia em relação ao Estado e aos governos, garantindo a articulação com os demais movimentos populares latino-americanos, rumo à construção do Projeto Popular.

RESISTÊNCIA, UNIDADE POPULAR E LUTA!

Francisco Beltrão, 31 de agosto de 2016.

Abong; ABAI; ASPTA; ASSESOAR – PR; CAMP; CAPA Erexim – RS; CAPA; Pelotas – RS; CAPA Verê – PR; CEAAL Brasil; CEAP; CEBI Nacional; CEBI; Canoas/RS; CEFURIA; CETAP; COOCAMP; CRIAS BGV Cooperativa – Pelotas/RS; ECOPAN/Cresol; FETRAF – PR; FLD – Fundação Luterana de Diaconia; FONSANPOTMA – Fundos Solidários de Matriz Africana; Frente Permanente do HipHop – RS; Grupo Formação; IDhES Instituto; INFOCOS; Instituto Parrhesia; MAB - Movimento dos Atingidos pelas Barragens; MTD – Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos; MN – Movimento Negro; MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra; Ong Suve; PAD – Plataforma de Articulação e Diálogo; PRECAVVIDA – PR; RURECO – PR; Sindicato dos Artesões do Rio Grande do Sul; Sindicato dos Trabalhadores Rurais – Francisco Beltrão/PR; Soy Loco Por Ti – Democracia Digital; Terra de Direitos – PR; UBM – União Brasileira de Mulheres – RS; UNICAFES-PR; UNIOESTE; UTF-PR – Pato Branco.

(Carta elaborada dia 31 de agosto de 2016, no VI Encontro Sulbrasileiro de Organizações e Movimentos Sociais promovido pela Abong)