Voltar ao Início [ Visit the old site ] contact@ifp-fip.org
Noticias |

O FIP dirige a primeira edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança (LDP) para OSCs!

Artigo inspirado no breve relatório do LDP de Robert Ninyesiga (UNNGOF Uganda, membro do FIP)

Facilitado pela Associação de Pesquisa para o Desenvolvimento Comunitário (CDRA). O Programa começou com trocas online e, em seguida, um workshop presencial de 4 dias em Dhulikhel, no Nepal, seguido de trocas online e um projeto para levar de volta para casa.
O primeiro ciclo do LDP reuniu 12 líderes de plataformas de OSCs da Zâmbia, Indonésia, Eslovênia, República Tcheca, Índia, Nepal, Letônia, Brasil, Seychelles, Nigéria e Uganda, com o objetivo de estimular uma reflexão coletiva nesses atores da mudança social.
O LDP foi muito participativo, envolvendo as próprias experiências dos participantes e criou uma oportunidade para que os líderes das OSCs debatessem detalhadamente as dinâmicas de liderança atuais e futuras dentro do setor. Como afirma a Nomvula da CDRA, “Liderança é a capacidade de se conectar com o seu poder”.

UMA EDIÇÃO PIONEIRA E INOVADORA
O Programa de Desenvolvimento de Liderança facilita a mútua aprendizagem e inovação em competências e técnicas de liderança. Encoraja os líderes das plataformas de ONGs a refletirem sobre o seu papel na mudança social e trazem o debate nos seus contextos nacionais, com membros de ONGs individuais das suas plataformas. Incentiva novas comunidades/agrupamentos de ONGs inclinadas a trabalhar mais com outras OSCs e outras partes interessadas, capazes de adaptar e responder novos desafios. Encoraja líderes e líderes emergentes de plataformas de ONGs a trabalhar em questões de fortalecimento de capacidades, mudança social e o papel nacional de plataformas de ONGs.
“Este programa me deu a oportunidade de aprofundar os meus conhecimentos sobre as plataformas nacionais e sobre mudança social” (Dayasagar Shrestha – NFN, Nepal)
“Para a minha inflexão, seguir esta visão é muito importante e também aprender com os outros, o que funciona e o que não funciona” (Lewis Mwape – ZCSD, Zâmbia)
“Eu não estava à espera que este curso fosse tão bom, porque eu aprendi que em todos os continentes temos os mesmos desafios e que compartilhamos muitos problemas” (Inese Vaivare – LAPAS, (Letônia),
“O que eu penso sobre este programa, em primeiro lugar, é que é muito diferente do que eu já alguma vez fiz porque tem uma abordagem muito interessante, especialmente no uso de uma abordagem mais pessoal” (Lola Loveita – INFID, Indonésia)
As citações acima são de alguns líderes de plataformas nacionais que participaram no primeiro ciclo do Programa de Desenvolvimento de Liderança.

MUDANÇA SOCIAL DESAFIADA POR PLATAFORMAS DE ONGs
Durante o workshop, foram abordados quatro tópicos principais:
1) Levantamento e compartilhamento de experiências. De modo a propor um Programa muito concreto e crítico, os participantes foram convidados a compartilhar os seus próprios conhecimentos adquiridos através das suas práticas e experiências. Essa parte também foi baseada na pesquisa previamente feita pelos participantes, orientada por questões como “Como é que ocorre a mudança social?”; “Que OSCs estão a estimular uma mudança transformadora além de projetos conduzidos por financiadores?” e Como aumentar o impacto do trabalho com uma variedade de objetivos, iniciativas e relações inovadoras com diferentes partes interessadas?”
2) Compreender a mudança social; explorar como acontece a mudança e compartilhar diferentes modelos de mudança. A mudança social inclui ideais, e esses ideais devem ser vividos. Além disso, é preciso que a mudança seja compreendida, o seu enquadramento e dinâmica, sendo que a forma como a mudança acontece está intimamente ligada ao contexto no qual a mudança ocorre. Finalmente, a mudança social transformadora luta para criar novas condições materiais baseadas em valores como a transformação dos sistemas e instituições políticas, econômicas e sociais, para atingir uma sociedade justa e equitativa.
3) Mudança social e o papel das Plataformas de ONGs. As Plataformas de ONGs têm o potencial de ter um papel crítico na mudança social. Para isso, é essencial que estas estejam sempre se questionando sobre “qual é a mudança social que queremos trazer?”. Outras questões fundamentais são a legitimidade da organização e a base de membros, as suas relações estratégicas com marcadores de políticas e outros líderes institucionais, a necessidade de estabelecer o seu espaço (espaço convidado ou espaço inventado), a gestão da diversidade dentro da sua sociedade e o foco em fornecer um espaço de conexão significativo o suficiente para manter a agendade mudanças sociais viva.
4) Liderança necessária para apoiar o verdadeiro trabalho das Plataformas de ONGs. A liderança de uma Plataforma de ONGs é complexa e requer uma análise completa para criar a direção, alinhamento e compromisso. A liderança pode ser vista como uma função ou posição, mas deve promover a colaboração, aprendizagem mútua e papéis compartilhados. As plataformas de OSCs devem levar em consideração a dimensão da liderança quando apontam para uma mudança social.
Em conclusão, o Programa de Desenvolvimento de Liderança criou uma oportunidade em que os líderes das OSCs debateram em detalhe as dinâmicas de liderança atuais e futuras dentro do setor. Como afirma a Nomvula da CDRA, “Liderança é a capacidade de se conectar com o seu poder”.
Se quiser ter mais informações sobre como se candidatar ao segundo ciclo (candidaturas abertas em fevereiro/março), entre em contato com a ldp [a] ifp-fip.org. Lembre-se de que apenas pessoas que trabalham com um membro do FIP (como equipe ou parte dos órgãos de governança) são elegíveis.