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Non Governmental Diplomacy: Tópicos

Regulação dos mercados agrícolas

Em meio a uma ordem internacional baseada na desigualdade comercial e na “não distribuição” das riquezas, a integração dos países para o desenvolvimento dentro dos ciclos de negociação comercial internacional, com o objetivo de lhes garantir um lugar significativo na economia mundial, é urgente.

As Ongs insistem na realização de avaliações independentes e de estudos sobre os impactos sociais e ambientais causados pelas sucessivas ondas de liberalização, resultado de diferentes acordos comerciais internacionais.

É essencial que o funcionamento da OMC se torne mais transparente e mais democrático, e que a responsabilidade social e ambiental dos atores econômicos seja reconhecida como um dever. Muitas Ongs insistem fortemente na necessidade de regulamentação dos mercados de matérias-primas agrícolas. A vida de mais de três – quartos de pessoas em situação de pobreza depende disso.

A participação da África no comércio mundial tornou-se superior a 6% em 1980.

A agricultura corresponde a 70% do emprego na África e a mais de 30% do PIB.

854 milhões de seres humanos ainda sofrem de subnutrição no mundo.

De acordo com a FAO, setenta por cento das pessoas que passam fome no mundo vivem em zonas rurais.

Em 2003, na “Declaração de Maputo”, os Chefes de Estado e de Governo se comprometeram a destinar, durante cinco anos, um mínimo de 10 por cento das receitas nacionais à agricultura e ao desenvolvimento rural.

No entanto, apesar das necessidades, a ajuda estrangeira à agricultura e ao desenvolvimento rural não parou de diminuir. No decorrer dos últimos 20 anos ela teve vertiginosa queda – passando de mais de 9 bilhões de dólares por ano no começo dos anos 80 para menos de 5 bilhões de dólares no final dos anos 90.